Fictor, que fez proposta para o Master, também usou títulos podres do Besc |
O Grupo Fictor, apresentado como a "solução de mercado" para salvar o Banco Master da crise de liquidez, inflou seu capital social utilizando o mesmo modus operandi do banco no esquema com os fundos da Reag: títulos podres do Besc, o extinto banco estadual de Santa Catarina.
Anunciada na imprensa, a proposta de venda para o Grupo Fictor nem chegou a ser formalmente analisada pelo Banco Central, que antes decretou a liquidação extrajudicial do banco, em 18 de novembro. No mesmo dia, foi deflagrada a operação Compliance Zero da Polícia Federal, com a decretação da prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, e outros sócios, ex-sócios e diretores. A investigação apontou indícios de fraude da ordem de R$ 12 bilhões nas carteiras de crédito consignado vendidas para o banco BRB.
O aumento de capital foi registrado em dezembro de 2021 no CNPJ da One Off, empresa de Luiz Phillippe Rubini, sócio da Fictor. Ele registrou na Junta Comercial um aumento de capital de R$ 30,9 milhões, declarando o lastro em papéis do Besc. Dois dias depois, a empresa alterou o nome para Fictor Invest.
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O capital social de uma empresa é autodeclaratório. Na Junta Comercial, o sócio apenas declara que aportou o recurso. Não é preciso comprovar origem nem o valor do ativo.
O Besc foi privatizado em 2008 e o espólio assumido pelo Banco do Brasil. Os papéis que........