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Na noite de 22 de maio de 1992, uma sexta-feira, Pedro Collor estava no restaurante Paddock Jardins, que funcionava numa galeria da Avenida Faria Lima, em São Paulo. Com ele, a musa Tereza Collor.
À mesa, também dois jornalistas: Roseli Tardelli e eu. Trabalhávamos na extinta Rádio Eldorado, do Grupo Estado.
Dois dias antes, Pedro Collor havia concedido a entrevista bombástica que, estampada na capa da revista Veja, começou a desenrolar o novelo que terminaria no impeachment do irmão, o presidente Fernando Collor.
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Corria a informação de que ele poderia desmentir tudo.
O diretor de redação da revista ligava insistentemente para me perguntar se Pedro sustentaria o que dissera.
Tereza permaneceu quase todo o tempo em silêncio. Pedro falou durante quase três horas. Cauteloso, mas firme. Confirmou cada palavra.
Sem tocar no jantar — o garçom serviu apenas o couvert —, tomou sete copos altos de gim com gelo.
Mas sabia........
