Antes de ser número, o zero foi um símbolo de ausência

Diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, ganhador do Prêmio Louis D., do Institut de France

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Um amigo jornalista me enviou artigo de um jovem pesquisador em neurociência, Benjy Barnett, sobre um tema fascinante: no nível neurológico, como é que o nosso cérebro representa o número zero? Por trás está a questão mais ampla de como a mente humana compreende o nada, a ausência de algo. O que acontece no nosso cérebro quando olhamos uma árvore e percebemos que não há pássaros nos galhos? A resposta é um ingrediente importante para entendermos o que constitui a consciência humana.

O zero é um número à parte, com uma história única. Os números anteriores a ele surgiram em resposta a duas necessidades práticas: contar e medir. A primeira deu origem à aritmética, a ciência dos números naturais (1, 2, 3...). A segunda gerou a geometria, que se relaciona com os números positivos, tanto racionais (frações)........

© UOL