Na Live UOL desta terça-feira (22), falei sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que defendeu a manutenção do orçamento secreto, afirmando que ele é "amplo e democrático".

Durante evento em São Paulo, o parlamentar disse que seria "errado retroceder" e negou que o mecanismo tenha sido criado para privilegiar o atual governo. Para Lira, o orçamento federal "é fruto de discussão, debate, votação, remanejamento e fiscalização do Poder Legislativo".

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"Nós avançamos um pouco nas prerrogativas que, ao longo dos anos, abrimos mão. Nossa luta em Brasília é para que essas prerrogativas cresçam, para que se chegue no limite constitucional e não se avance um milímetro nem se recue um milímetro", disse.

"[O ministro] ter que decidir sozinho se esse recurso vai para Coité do Nóia, em Alagoas, ou Alagoa Grande, na Paraíba —e eu conheço muito o interior do Nordeste porque eu andava muito fazendo vaquejada. O ministro não tem essa sensibilidade", afirmou o presidente da Câmara.

Com o "recado" aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Arthur Lira confirma que o Brasil virou uma espécie de República onde a pessoa que está no poder passou a valer o risco que ela representa.

Para negociar seus privilégios, o Congresso precisa ameaçar o presidente e o Judiciário. Um, de não aprovar a PEC; o outro, de não aprovar o orçamento.

Na atual polarização e na perda completa de prumos e valores éticos e morais, nosso sistema de freios e contrapesos virou um jogo baseado em ameaças, no qual para tentar fazer o que se quer, é preciso mostrar o tamanho do risco que pode ser proporcionado ao outro lado.

Na Live UOL, falamos também sobre o descontrole dos atos bolsonaristas; e sobre o vazamento de um áudio com teor golpista, gravado pelo ministro Augusto Nardes, do TCU (Tribunal de Contas da União).

Com Felipe Moura Brasil, debato os principais assuntos do país diariamente, das 14h às 15h, com transmissão ao vivo nos perfis do UOL no YouTube, no Facebook e no Twitter.

QOSHE - Poder no Brasil equivale ao risco representado para o outro - Madeleine Lacsko
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Poder no Brasil equivale ao risco representado para o outro

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23.11.2022

Na Live UOL desta terça-feira (22), falei sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que defendeu a manutenção do orçamento secreto, afirmando que ele é "amplo e democrático".

Durante evento em São Paulo, o parlamentar disse que seria "errado retroceder" e negou que o mecanismo tenha sido criado para privilegiar o atual governo. Para Lira, o orçamento federal "é fruto de discussão, debate, votação, remanejamento e fiscalização do Poder Legislativo".

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