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A triste vida de Pedro Scooby, o pai que nunca pode fingir que é pai

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A triste vida de Pedro Scooby, o pai que nunca pode fingir que é pai

Luana Piovani, quando bota a boca no trombone, tem o poder de subverter raízes plantadas em um remoto passado. Quem viveu sabe. Nos anos 1980, quem tinha pai e mãe na mesma casa geralmente vivia com uma mulher ativa que resolvia a treta toda de filhos (e naquela época era mais de um) enquanto o homem fazia o holograma provedor. Quase sempre ausente, trabalhando lá fora e fazendo nas horas livres o que não era bem da nossa conta.

Bom, os tempos mudaram e os casais começaram a se separar com menos pudores que antigamente. Aí os pais assumiram a ausência regulamentada por um juiz e paga por meio de 30% de desconto em carteira (o pessoal chama de pensão). A cada 15 dias, nos anos 1990, rolava o fim de semana do papai, enquanto a mãe ralava para dar conta de tudo - de passar uniforme a encapar caderno, o dia a dia é cheio de orelha suja que é difícil de inspecionar sozinha.

Chegamos então à era das redes sociais e o advento do pai ausente passou a ser televisionado, digo, postado. Se há décadas o rolê era almoçar no shopping e ganhar um CD do Nirvana quinzenalmente........

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