Como ícone antirracismo, Vini Jr. deve extrapolar a esfera esportiva
Luís Curro fala sobre as seleções, clubes, competições e jogadores do esporte mais popular do planeta
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Como ícone antirracismo, Vini Jr. deve extrapolar a esfera esportiva
Caso em que brasileiro acusa argentino está sob análise da Uefa, que já puniu um atleta por acontecimento similar
Se veredicto for favorável ao craque do Real Madrid, a gravidade do episódio merece que ele chegue à Justiça comum
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Vinicius Junior na partida do Real Madrid contra o Benfica, em Lisboa, em que acusou o argentino Gianluca Prestianni de chamá-lo de 'macaco' - Filipe Amorim - 17.fev.26 / AFP
Todo acusado tem direito, ou deveria ter, a um julgamento justo, com acusação seguida de plena defesa. Espera-se que isso ocorra na investigação feita pela Uefa no caso em que o craque Vinicius Junior, 25, afirma que o argentino Gianluca Prestianni, 20, o chamou de "macaco" durante Benfica x Real Madrid pela Champions League, em Lisboa.
Evito prejulgamento e tento me ater aos fatos e ao que se pode concluir com base nas imagens e nos depoimentos. O que se pode ver em fotos é Prestianni, com a camisa tapando a boca, falar alguma coisa na direção de Vini. Vídeo mostra Vini correndo em direção ao árbitro para reclamar disso.
Vini, negro, afirma que o atacante do time português, branco, o chamou de "mono" (macaco, em espanhol). Seu colega de Real, Mbappé, negro, com conquista de Copa do Mundo (2018) pela França no currículo, diz que ouviu Prestianni ofender Vini cinco vezes........
