Lula e Flávio desenham palanques em Minas, onde disputa será voto a voto |
Lula e Flávio desenham palanques em Minas, onde disputa será voto a voto
Os palanques de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais começam a se definir. Quatro nomes estão colocados pela classe politica como os principais pré-candidatos ao governo do estado, mas as alianças devem ser realmente fechadas até maio.
Dos quatro pré-candidatos ao Palácio Tiradentes, dois são apontados como certeza de que vão concorrer: o atual governador, Mateus Simões (PSD), e o senador Rodrigo Pacheco, nome defendido por Lula e que se filia hoje ao PSB.
O campo da direita conta ainda com o empresário Flávio Roscoe —que acaba de se filiar ao PL e é apontado como o preferido de Flávio Bolsonaro, mas que deixa em aberto qual cargo vai disputar—; e o senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as pesquisas, mas resiste a ser candidato.
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Eles não precisam desincompatibilizar dos cargos até 4 de abril para concorrer ao governo. Assim, as decisões podem ficar mais para a frente. Os candidatos são oficializados apenas nas convenções partidárias, em julho.
Outros dois nomes com peso na política local também são colocados como pré-candidatos na disputa pelo Executivo: o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB).
Minas tem o segundo maior colégio eleitoral do país, com 10% do eleitorado, e é considerado estado-chave para definir o pleito de outubro.
Até o início do ano, a direita em Minas se organizava em torno de Mateus Simões para a sucessão no governo estadual. Ele ocupava o lugar de vice de Romeu Zema (Novo) e migrou para o PSD, tirando o espaço de Pacheco no partido.
Mas em fevereiro uma anotação de Flávio Bolsonaro fotografada depois de uma reunião do PL mudou o cenário em Minas. Ele circulou o nome de Flávio Roscoe, indicando preferência pelo empresário, e escreveu ao lado do nome de Simões: "Me puxa para baixo".
Na ocasião, a coluna mostrou que essa anotação enfraqueceu as discussões sobre a candidatura de Simões.
Ontem, o PL filiou Roscoe. O empresário anunciou nas redes que estava se afastando da vice-presidência da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da presidência da Fiemg, associações da indústria, mas que ainda não estava definido em qual cargo apostaria.
A outra peça neste tabuleiro é o senador Cleitinho, cuja candidatura é uma incógnita.
Em março, levantamento da Paraná Pesquisas mostrou que Cleitinho lidera todos os cenários de intenção de votos.
No entanto, na semana passada, a coluna mostrou que Cleitinho tem resistido a confirmar pré-candidatura ao governo. Ele tem dito não ter pressa para decidir se vai concorrer e relutado à ideia, uma vez que formar palanque exige articulação política, além entender que como senador tem mais independência para trabalhar do que como governador.
Durante meses o presidente Lula bateu na tecla de que queria Pacheco como candidato ao Governo de Minas —e que essa era uma das razões para não o indicar à vaga aberta no STF.
Pacheco resistia à ideia, mas acabou abraçando o projeto de Lula. Ele ficou sem espaço no PSD quando o presidente da legenda, Gilberto Kassab, decidiu fechar com Mateus Simões.
Passou meses negociando sua saída, teve conversas com o União Brasil e o MDB, e, nesta tarde, vai assinar a filiação ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A última vez em que um candidato venceu a disputa pela Presidência da República sem ganhar em Minas Gerais foi em 1950, com Getúlio Vargas, mostrou levantamento feito pela BBC em 2022.
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