Um anticoagulante muito mais seguro reduz em 26% o risco de um novo AVC

Existe um medo pairando sobre a cabeça de quem já sofreu um AVC que é ter um novo acidente vascular cerebral. O receio não é provocado apenas pela lembrança traumática da experiência. Infelizmente, ele tem fundamento: a reincidência acontece com um em cada quatro indivíduos, mais ou menos.

Para evitar um segundo AVC, todo cuidado é pouco. "É preciso deixar a pressão arterial abaixo de 13 por 8 mmHg no mínimo", começa a listar a neurologista gaúcha Sheila Martins, fundadora e presidente da Rede Brasileira de AVC. "Outra coisa: não importa o nível de colesterol, o uso de estatina para baixá-lo torna-se obrigatório", vai completando a médica do Hospital Moinhos de Vento e do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Além disso, para aqueles pacientes em que o AVC não teria sido causado por um problema no coração — a fibrilação atrial, que favorece a formação de coágulo dentro do músculo cardíaco, lançando-o na direção da cabeça —, os médicos costumam receitar remédios capazes de evitar a agregação de plaquetas, aqueles que popularmente "afinam" o sangue, como a famosa aspirina. Mas, feitas as contas, mesmo quando essa medicação é dada logo depois que um AVC acontece, a gente só está prevenindo a reincidência em um a cada cem pacientes tratados. É pouco.

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Talvez você se pergunte: por que, então, os médicos não prescrevem um anticoagulante também, droga que impede a formação do próprio trombo capaz de obstruir um vaso no cérebro e desencadear todo o perrengue?

Ora, claro que os neurologistas já tentaram isso. Só que o resultado estava longe de ser o que sonhavam: os anticoagulantes não apenas mal diminuíam o perigo de um novo AVC isquêmico, quando o entupimento de um vaso impede que os neurônios sejam abastecidos pela circulação, como aumentavam o perigo de sangramentos, inclusive no cérebro. Dessa maneira, era trocar seis por meia dúzia.

A mesma coisa acontecia quando os neurologistas experimentavam oferecer dois remédios antiplaquetários, em vez de um só, como a dupla aspirina ao lado de uma droga........

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