Cientistas listam 17 hábitos capazes de evitar o câncer
Cientistas listam 17 hábitos capazes de evitar o câncer
De 30% até quase metade dos casos de câncer poderiam ser perfeitamente evitados com mudanças simples na rotina, com ajustes em alguns fatores ambientais e, claro, com o acompanhamento médico para orientar certas medidas. Mesmo assim, as estatísticas assustam. Nas Américas, o crescimento esperado de casos de tumores malignos até 2045 é de 59%.
"Muito bom que surjam tratamentos cada vez mais eficazes, mas estamos agindo tarde, remediando a doença", pensa a psicóloga Ida Sztamfater, presidente voluntária da amigo_h (Amigos Einstein da Oncologia e Hematologia).
Quando, ainda em 2011, o hematologista Nelson Hamerschlak planejou criar essa área dentro do pilar de responsabilidade social do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, Ida hesitou. Achou que seria uma estranha no ninho dos oncologistas, já que a ideia sempre foi implementar projetos para a prevenção e a detecção precoce do câncer, além de fomentar pesquisas. Mas acabou aceitando, convencida de que seu ponto forte é alinhavar parcerias. Foram muitas.
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O que ela e seus colegas estão disseminando ao lado do Ministério da Saúde, por meio de diversas ações, talvez tenha sido a sua maior prova de força até agora. A iniciativa levou três anos para ser colocada de pé: trata-se do Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer.
Financiado pela amigo_h, mas conduzido pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e pela Iarc (International Agency for Research on Cancer), o Código é um documento elaborado por 60 especialistas latino-americanos e caribenhos que se debruçaram sobre as evidências científicas até chegarem a 17 recomendações de hábitos voltados para quem habita essa região do planeta.
"Mais do que isso, tinham de ser sugestões democráticas, viáveis para a maioria da população, incluindo pessoas economicamente mais vulneráveis", acrescenta Ida, ciente da necessidade de políticas públicas para facilitar a adesão.
Nas ações de divulgação, ela quer mostrar que não é para adotar as 17 recomendações de uma vez. "Todo mundo falharia em pouco tempo e desistiria, o que seria bem desanimador", diz. "Começar com o ajuste de um único hábito e ir aos poucos funciona muito mais."
Será que uma atitude pequena faz diferença?
A imagem que ilustra esta coluna é de alguém que se desloca de bicicleta. Ora, ninguém vai dizer que as pedaladas sozinhas afastem tumores. "Pode ser que cada um dos hábitos recomendados evite apenas um em cada cem casos de câncer na população", admite Gustavo Schwartzman, oncologista do Einstein e consultor da amigo_h. "Porém, quando a gente olha para o indivíduo, a soma de alguns hábitos pode reduzir significativamente o seu risco relativo", completa.
Risco relativo é aquele pessoal e intransferível, contando com a genética e o ambiente de cada pessoa, por exemplo. "No final, a probabilidade de você ter um câncer pode diminuir uns 20% e isso não é........
