Para Beauvoir, viver consiste em aceitar o que somos e o que não seremos

Escritora, doutora em filosofia e literatura alemã pela University College Cork e mestre em filosofia pela Universidade de Tel Aviv

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Em "Por Uma Moral da Ambiguidade" (1947), Simone de Beauvoir propõe uma ética de cunho existencialista baseada na ideia de que a condição humana seria fundamentalmente ambígua. Isto é, marcada pelo fato de que somos ao mesmo tempo sujeito e objeto.

Enquanto sujeitos, somos livres, traçamos planos, tomamos decisões, avaliamos e emprestamos sentido às coisas. Já enquanto objetos, encontramo-nos sempre previamente lançados em situações que tendem a limitar as possibilidades de exercício da nossa liberdade.

Nos deparamos com essa ambiguidade quando refletimos sobre a finitude. Pois, a morte sempre se apresenta como um obstáculo intransponível à plena realização dos nossos planos. Assim, por exemplo, mesmo após........

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