Sporting expulsa o bode da sala

Sporting expulsa o bode da sala

Quando o primeiro tempo terminou em Lisboa, o bode continuava na salva, quer dizer o Bodø seguia vivia.

O time amarelo da cidadezinha norueguesa de Glimt resistia heroicamente na manutenção da vantagem adquirida no jogo de ida quando venceu o Sporting por 3 a 0.

Depois de resistir incólume até mais de meia-hora de pressão eletrizante da equipe lusitana, o Bodø sofreu o 1 a 3 de cabeça por Gonçalo Inácio, aos 34 minutos, em cobrança de escanteio.

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Ao perceber que ou assumia postura menos reativa ou sucumbiria, os noruegueses se encheram de coragem e quase empataram ainda nos 45 minutos iniciais, tão intensos que só foram acrescidos em mais 60 segundos.

Também de cabeça carimbaram o travessão português em escanteio providencial depois de contra-ataque fulminante.

Faltava um tempo inteiro para chegar às quartas de final da Champions, tanto para um lado quanto para o outro.

Obrigação para uns, façanha inédita para outros — e não precisa explicar quem são uns e quem são outros.

E o segundo tempo começou em ritmo frenético.

Em menos de dois minutos os dois times criaram boas chances para mexer no placar do estádio José Alvalade, fundador do Sporting em 1906.

Estava claro que os noruegueses não se limitariam à defesa e o jogo entrou em ritmo de toma lá da cá, sem parar.

Para aumentar a dramaticidade da decisão, aos 55, chovia forte na capital da Terrinha.

O Sporting conseguia empurrar de novo o Bodø-Glimt para trás e ameaçava fazer o segundo tempo a cada descida.

Aos 60, Pedro Gonçalves fez o 2 a 0 e a remontagem pareceu inevitável.

Estava perfeito: na média, a cada 30 minutos, um gol. Mais um e a prorrogação estava garantida; mais dois e a vaga e estaria assegurada.

O bode agonizava, já quase fora da sala.

Só dava Sporting, o Bodø dependia de seu bom goleiro, o russo Nikita Haikin.

Os portugueses reclamavam por pênaltis seguidamente e, de repente, aos 77, uma bola na barriga e no braço do defensor norueguês acabou na marca da cal e Luis Suárez fez o 3 a 0 que dava a tranquilidade para virar o placar agregado.

O 4 a 0 era questão de tempo, embora Haikin insistisse em atrapalhar.

Aos 82 foi a trave quem atrapalhou, em arremate de Nuno Santos.

O futebol português tem muito mais tradição que o norueguês, diferentemente do bacalhau, que vem da Noruega e Portugal leva a fama no Brasil.

A prorrogação chegou como mera antecipação da vitória lusa.

Bastaram 90 segundos para Araújo fazer o 4 a 0, o 4 a 3, o gol das quartas, o que não acontecia desde 1982/83.

Aí o Bodø foi à frente, para explorar o cansaço do rival, talvez um pouco tarde demais para quem foi pouco ambicioso quase por todo o jogo.

Ainda assim, por duas vezes, no fim dos primeiros 15 minutos, a defesa lusa teve de se virar para evitar o gol que levaria aos penais.

Se por manha ou necessidade, uma epidemia de câimbras começou a assolar o Sporting no segundo tempo da prorrogação.

Mas o 5 a 0 no primeiro minuto dos acréscimos finais acabou o sonho do Bodø e fez a festa portuguesa com certeza, golaço de Rafael Nel.

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