Seleção brasileira como candidata, não mais como favorita

Seleção Brasileira como candidata, não mais como favorita

Um rápido e esquemático apanhado das participações da Seleção Brasileira desde a Copa do Mundo de 1958, a primeira conquistada, na Suécia.

Então, antes dela, depois do Maracanazo, em 1950, e desempenho médio em 1954, a Seleção foi apenas como mais uma.

Nelson Rodrigues chegou a dizer que "a Seleção deixava o exílio para viajar para a Glória".

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E ganhou com show de Didi, Mané e Pelé.

Daí, foi para o Chile como favorita, em 1962.

Mesmo sem Pelé a partir do terceiro jogo, sob a batuta de Mané Garrincha, confirmou o bicampeonato.

Com brasileiro não há mesmo quem possa, consagrou definitivamente a marchinha.

Veio 1966, na Inglaterra, e de novo fomos como favoritos, embora com a arrogância de levar um time envelhecido que acabou eliminado na fase de grupos. Vexame!

A campanha de 1970, no México, foi cercada de desconfiança e a Seleção viajou com uma baita vaia nas costas depois do último amistoso, contra a Áustria, no Maracanã.

Poucos perceberam que ali estava escalado o ataque demolidor que traria o tricampeonato e a Taça Jules Rimet de maneira definitiva, sob o comando do Rei Pelé e coadjuvantes da qualidade de Carlos Alberto Torres, Gérson, Jairzinho, Tostāo e Rivellino.

A Copa de 1974, na Alemanha, era vista como a possibilidade muito provável do tetra, mas houve uma formidável Holanda pelo caminho.

Aí começou uma via-Crucis.

Em 1978, 1982, 1986, ainda fomos como uma das seleções favoritas, mas a marmelada entre Argentina e Peru, na Argentina, a Itália de Rossi, na Espanha, e os pênaltis contra a França, no México, impediram o tetra.

Para a Copa de 1990, já não éramos favoritos, apenas candidatos e bastou Diego Maradona para nos despachar de volta.

Bateu a descrença e viajamos para os Estados Unidos apenas como candidatos para voltarmos tetracampeões em 1994, além de evitarmos que a Itália fosse, como impedimos que ganhasse o tri antes da gente, em 1970.

A França, em 1998, seria o palco do pentacampeonato, poucos duvidavam e até os anfitriões diziam que se dariam por satisfeitos se chegassem à decisão contra a Seleção de Ronaldo.

Mas deu-se o fenômeno da convulsão e os franceses ficaram com a taça.

De 2002, na Ásia, o penta não escaparia como, de fato, não escapou, graças aos Ronaldos e Rivaldo.

O hexa era coisa certa em 2006, na Alemanha, com o quadrado mágico, Kaká e Adriano somados aos Ronaldos. E foi um fiasco sob a regência de Zinedine Zidane.

De lá para cá repetimos a trajetória entre 1970 e 1994.

Estamos completando 24 anos sem gritar é campeão.

E nada indica que os Estados Unidos vejam, de novo, a escrita ser quebrada.

Porque se nas Copas de 2010, 2018 e 2022, ainda estávamos entre os favoritos, aí incluída a de 2014, quando éramos muuuuito favoritos, desta vez somos apenas candidatos.

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