Alimento pesa no IPCA-15; cresce desconforto com 'inflação do supermercado'
Alimento pesa no IPCA-15; cresce desconforto com 'inflação do supermercado'
A marcha da inflação está em aceleração e vai continuar acelerando até o fim do ano. O resultado do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) de maio, divulgado nesta quarta-feira (27) pelo IBGE, deu sinais ainda mais claros do que nos meses anteriores de um quadro de preços pressionados.
Prova disso, as previsões para o IPCA cheio de maio avançaram agora de 0,45% para 0,6%. Ainda que com recuo em relação a abril, quando o IPCA-15 fechou com alta de 0,9%, a "qualidade" da inflação segue piorando. A variação em maio de 0,62%, ante alta de 0,9% em abril, é a mais alta para o mês desde 2016.
Esse recuo deveu-se à deflação nos preços dos combustíveis, em reação ao vaivém das cotações internacionais do petróleo, que flutuaram diante das conturbadas tratativas de trégua entre Estados Unidos e Irã, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz. Nos preços livres, porém, as pressões inflacionárias aumentaram.Guerra e clima
A variação do índice veio acima das expectativas, cuja mediana se situava em alta de 0,57%. A principal razão do desvio ocorreu nas estimativas da elevação dos preços dos alimentos, que recuaram no mês em relação ao anterior menos do que o previsto.
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