'Retrospectiva 2026': o que aconteceu no ano que está começando |
Tensões e volatilidades típicas de anos eleitorais, combinadas com mudanças na geopolítica global, com origem no agressivo protagonismo do presidente americano, Donald Trump, terminaram não se refletindo tanto quanto se esperava, no comportamento da economia, neste ano de 2026 que está chegando ao fim.
Houve, é claro, momentos de estresse nos mercados. A cotação do dólar, por exemplo, teve alguns picos ao longo do ano — com mais intensidade nas proximidades da data da eleição.
Passou também pela saída de Fernando Haddad do ministério da Fazenda e a substituição do presidente do Fed (Federal Reserve, banco central americano), Jerome Powell, por um indicado pelo presidente americano Donald Trump.
Mas fechou 2026 em relativa estabilidade, em R$ 5,60, pouco acima do ocorrido em 2025. Um pouso mais suave da economia americana, que ainda cresceu 1,8% no ano que está se encerrando, em combinação com dois cortes nas taxas de juros de referência, enfraqueceu o dólar ao longo do ano, inclusive em relação ao real.
Daniela Lima
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No fim do ano, não só as estimativas desta vez se aproximaram mais do resultado efetivo. Confirmaram também que, em ritmo ainda mais lento do que em 2025, a atividade continuou em terreno positivo em 2026.
O ano terminou com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,9% sobre o ano anterior. O resultado ficou mais perto das previsões mais otimistas, que iam de 1,5% a 2,2%, no início de 2026.
Assim, o terceiro mandato de Lula acumulou expansão econômica de 11%, com média anual de 2,7%. Quase o dobro da média anual de........