O fim da escala 6x1 e a contrarreforma trabalhista promovida por Lula

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O projeto de redução da jornada de trabalho, que foi encaminhado pelo presidente Lula ao Congresso e deverá ser votado nas próximas semanas, é a expressão mais recente da política intervencionista adotada desde o princípio pelo atual governo na área trabalhista.

A proposta —que impõe a escala 5x2, em lugar da 6x1 vigente hoje, sem redução de salário e com diminuição da jornada semanal de 44 para 40 horas— é também um exemplo perfeito da estratégia do governo e do PT de empurrar goela abaixo de empresários e empreendedores medidas que afetam de forma dramática o funcionamento de seus negócios e a economia do país.

Segundo um estudo divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) na semana passada, o estrago será grande se o projeto passar pelo Legislativo. A previsão é de que a medida poderá levar a uma contração de 0,7% no PIB (Produto Interno Bruto), equivalente a R$ 76,9 bilhões. Apenas para a indústria, tão incensada por Lula e seus aliados em seus discursos "nacionalisteiros", poderá haver uma retração de 1,2% ou R$ 25,4 bilhões no PIB do setor.

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Só mesmo na lógica heterodoxa da esquerda é possível viabilizar aumentos reais de salário para os trabalhadores —porque é disso que se trata, no fim das contas— sem que haja crescimento da produtividade, um indicador que está praticamente estagnado no Brasil desde o início dos anos 1980.

Por incrível que pareça, eles acreditam —ou dizem acreditar, para iludir os incautos— que o aumento inevitável que a medida terá nos custos de produção será absorvido pelas próprias empresas, sem que haja qualquer impacto sobre os preços de bens e serviços para os consumidores e sobre a atividade econômica de forma geral.

Em vez de deixar com que o mercado se ajuste, conforme os interesses e as necessidades das empresas e dos trabalhadores, eles preferem sempre interferir nos contratos privados e dizer como as coisas têm de ser, de cima para baixo. Como afirma o economista Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras e ex-diretor do Banco Central, essa turma "tem alergia do mercado".

A rigor, é a mesma lógica embutida na afirmação feita pela primeira-dama Janja da Silva sobre a chamada "taxa das blusinhas", implementada em 2023, de que a medida só atingiria as empresas e não prejudicaria os consumidores. Ou a que está presente na declaração do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, de que o aumento do imposto de........

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