Na transição energética, prever não é futurologia, mas disciplina

Diretora do FGV-Ceri (Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV), foi diretora da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e professora visitante na Harvard Kennedy School

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Em 2025, um dos podcasts mais instigantes sobre transição energética teve seu melhor ano. O Redefining Energy, apresentado por Laurent Segalen e Gerard Reid —que conheci no Fórum Econômico Mundial— passou a figurar entre o 0,5% mai ouvido do Spotify. Nada trivial para um tema especializado, técnico e, muitas vezes, árido.

Sagazes e pouco afeitos a modismos, os anfitriões dedicam tradicionalmente o último episódio do ano a um exercício simples e raro no setor: olhar para trás. Revisam o que previram no ano anterior, confrontam expectativas com fatos e, só então, arriscam previsões para o futuro. O episódio 210 traz as apostas para 2026.

Mais do que acertar o futuro, o exercício serve para aferir a direção da viagem da transição energética — um processo caro, incerto e intensivo em capital, no qual correções de rota são inevitáveis. Algumas chamam atenção —e não surpreendem.

O oásis do hidrogênio de baixo carbono se mostra cada vez mais miragem. O sonho do hidrogênio verde a US$ 1/kg........

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