EUA rasgaram o livro de regras globais na Venezuela

Presidente do Instituto Igarapé e fundadora da Green Bridge Facility, é mestre em estudos internacionais pela Universidade de Uppsala (Suécia)

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Acordamos em 4 de janeiro em um novo mundo, e isso deve ficar muito claro.

Passada a perplexidade inicial com o ataque militar dos EUA à Venezuela e o sequestro de seu presidente, sem precedentes na história recente sul-americana, as perguntas sobre o que aconteceu começam a ser sobrepostas pelas incertezas do que acontecerá.

Não devemos ser ingênuos: isso não é sobre esquerda ou direita, socialistas versus capitalistas. É sobre o papel do poder, da força e do aparato militar na determinação e na modelagem dos eventos globais.

A primeira mensagem que fica é de que entramos em um admirável mundo novo, um mundo de esferas de influência, onde fundamentalmente Estados fortes reafirmam seu poder. A ação em relação à Venezuela foi sobre os EUA exercerem sua Doutrina Monroe (ou "Donroe"), baseada em sua