Em 2026, China tende a moldar ordem global segundo seus interesses |
Jornalista, mestre em Estudos da China pela Academia Yenching (Universidade de Pequim) e em Assuntos Globais pela Universidade Tsinghua
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Seguindo uma tradição que mantenho neste espaço, usarei as últimas colunas de dezembro para projetar as principais tendências no que tange à China para o ano seguinte.
Nesta semana, analiso os macrotemas geopolíticos para na semana que vem tratar dos temas domésticos na agenda de Pequim. É, claro, um exercício perigoso de futurologia que nem sempre acerta, mas que ajuda a balizar a atenção acerca do que é preciso acompanhar com mais cuidado.
2026 tende a ser menos um ano de viradas abruptas e mais o momento em que se cristaliza uma leitura estratégica amadurecida ao longo da última década. Em Pequim, consolidou-se a convicção de que o ambiente internacional deixou de ser apenas competitivo para se tornar estruturalmente hostil. A expectativa de um retorno à globalização liberal pré-2018, ainda presente em parte da elite chinesa até poucos anos atrás, foi definitivamente abandonada.
A resposta a esse diagnóstico não é o isolamento, mas a construção deliberada de uma arquitetura paralela de inserção internacional. A........