Líbia assume controle do 'navio-bomba' à deriva, mas o problema continua

Líbia assume controle do 'navio-bomba' à deriva, mas o problema continua

Na quarta-feira, após quase 20 dias à deriva, sem ninguém a bordo, seriamente avariado e com assustadoras toneladas de gás liquefeito a bordo, o navio-tanque russo Arctic Metagaz foi finalmente contido e detido na errante saga que vinha fazendo nas águas do Mar Mediterrâneo desde o dia 3 de março, quando foi supostamente atacado por drones ucranianos, próximo à costa da Líbia.

Quem assumiu o controle do navio moribundo — em cujos porões estima-se que haja mais de 50 mil toneladas de gás natural liquefeito, além de óleo diesel, o que o transforma em uma espécie de bomba flutuante — foi o governo da própria Líbia, depois que o cargueiro, que já derivou quase 500 quilômetros sem rumo, se aproximou perigosamente de algumas plataformas de petróleo do país, a menos de 20 quilômetros da costa.

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Temendo uma colisão do navio com plataformas de petróleo ou um desastre ambiental, caso ele afundasse ali com sua carga tóxica, o governo líbio decidiu arregaçar as mangas e fazer o que a Europa (mais especificamente a Itália, que já havia classificado o Arctic Metagaz como um "navio-bomba, e também vinha sendo ameaçada pela proximidade dele com a ilha de Lampedusa) não fez: assumiu o controle do cargueiro, pelo menos por enquanto.

Um rebocador e dois barcos........

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