WhatsApp tem nova IA: 4 pontos para amar, 3 para odiar e 3 para temer

WhatsApp tem nova IA: 4 pontos para amar, 3 para odiar e 3 para temer

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Depois de quase um ano vendo rivais avançando, a Meta finalmente lançou uma nova inteligência artificial. Para azar -ou sorte- da empresa de Mark Zuckerberg, o Muse Spark ganhou o mundo no mesmo dia em que a Anthropic anunciou o Claude Mythos, o sistema poderoso demais para ser colocado nas mãos de qualquer um.

Em breve, o Muse Spark será o novo motor do Meta AI nos aplicativos da Meta, substituindo o Llama 4, cujo fiasco levou Zuckerberg a remodelar toda sua divisão de IA e gastar bilhões na contratação de engenheiros, pagos como jogadores de futebol. Ao menos no design, a mudança já é visível: o "botão azul" dá lugar a um círculo de pétalas roxas.

Como WhatsApp e Instagram são alguns dos serviços digitais mais usados do Brasil, Radar Big Tech lista o que você provavelmente vai amar, odiar ou temer no Muse Spark. Ainda indisponível nesses apps, a nova IA roda no Meta AI, por onde se vê o que nos espera.

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Vamos começar pelo amor.

Muse Spark: 4 pontos para amar

1) Entende texto, som, imagens e vídeos

A nova IA da Meta compreende diversos formatos de informação com maior fluidez que seu antecessor. É multimodal, no jargão da área. Ou seja, a interação é possível sem ter de escrever nada, bastando áudios ou fotos para contextualizar um pedido. Foi essa habilidade que testei ao mostrar uma imagem com alimentos e pedir para o Muse calcular suas calorias. Veio a conta: 240 kcal para a banana, que ele notou estar madura; a pera, identificada como Williams; e a fatia de pão, sem manteiga.

2) Modo compras e modo saúde

Novidade entre as IAs, o modo compra é acionado no mesmo botão onde você muda o ritmo da IA de "instantânea" para o "pensamento". Ainda que seja estranho misturar as capacidades técnicas do modelo com a estratégia comercial da Meta, aposto que muita gente vai cair de amores pela função, sobretudo por ser uma vitrine para lojas que fazem do Instagram o seu reduto. Já o modo saúde é não só o sonho de consumo dos hipocondríacos, mas atinge em cheio uma das principais motivações do uso da IA, a busca por informações sobre doenças, condições físicas e por aí vai. Segundo a Meta, mais de mil médicos trabalharam no refinamento das informações usadas para treinar o Muse Spark para deixá-lo mais sagaz na área de saúde. A promessa é que a IA consiga produzir até imagens interativas (você passa o mouse ou o dedo por um ponto, e uma informação é exibida), mas essa função parece não ter chegado ao Meta AI.

3) Capacidade de raciocínio

É o que a Meta chama de "pensamento", também não é o primeiro a ter essa habilidade, mas, na prática, é um modo que faz o modelo chegar a soluções mais tarimbadas, ao custo de mais poder computacional e tempo.

O Muse Spark colocará subagentes para trabalhar em tarefas que exijam diversas etapas até serem concretizadas. Eles........

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