Por que a BlackRock, gigante global, virou dona de 5% da Marcopolo
Por que a BlackRock, gigante global, virou dona de 5% da Marcopolo
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A BlackRock, maior gestora de capital do mundo, agora é dona de um pedaço de 5% das ações preferenciais (sem direito a voto) da Marcopolo. Além disso, a firma de investimentos americana também acumulou uma posição em derivativos que eleva ainda mais sua exposição à fabricante de carrocerias de ônibus sediada em Caxias do Sul (RS). A BlackRock tem US$ 14 trilhões sob gestão.
O movimento não é isolado. Faz parte de um tsunami de dólares que tem desembarcado na B3 nas últimas semanas, com investidores estrangeiros à caça de empresas brasileiras sólidas, consideradas baratas e com potencial de crescimento.
O apetite da BlackRock pela Marcopolo reflete um movimento mais amplo. Com os juros americanos dando sinais de arrefecimento e o Brasil oferecendo empresas com valuation descontado (métrica de valor de uma empresa) e histórico de solidez, os estrangeiros voltaram a comprar ações brasileiras como não se via há anos.
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Em janeiro, os estrangeiros injetaram R$ 26,4 bilhões na bolsa brasileira, o que equivale a 60% de todo o fluxo vindo do exterior no ano passado. É esse fluxo que tem sustentado as altas que levaram o Ibovespa ao limiar dos 190 mil pontos.
Dentro desse universo, a Marcopolo reúne características raras: é uma campeã nacional com presença global e está posicionada em tendências de longo prazo como a eletrificação da frota e a renovação do transporte público.
Fundada em 1949 em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo emprega mais de 10 mil pessoas em onze fábricas no Brasil e no exterior (África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia e México).
Segundo o comunicado da gestora americana aos brasileiros (a regulação manda que esse tipo de comunicação seja feita quando um investidor individualmente supera 5% das ações de uma empresa negociada na B3), o objetivo da participação societária é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário.
E os fundamentos para essa aposta estão explícitos no último balanço. A Marcopolo tem forte market share no Brasil (49% de participação na produção nacional de carrocerias) e surfa na retomada das exportações para a América Latina, especialmente Chile e Peru.
No exterior, as operações australiana e sul-africana apresentam carteiras consistentes, com produtos de alto valor agregado, incluindo elétricos. E a empresa acaba de lançar a nova família G8 de ônibus rodoviários, que já está sendo homologada para o mercado europeu.
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