Decisões da IA sobre empregados geram risco de processo para empresas

Decisões da IA sobre empregados geram risco de processo para empresas

Uma funcionária voltou da licença-maternidade e não recebeu a promoção prometida. O motivo registrado pela empresa: performance abaixo dos colegas, segundo os dados do sistema. Só que não havia baixa performance. Havia um afastamento legal de meses que o algoritmo contabilizou como queda de produtividade, e que o RH validou.

O caso está em um estudo do advogado Sérgio Pelcerman, sócio da área trabalhista do Almeida Prado e Hoffmann Advogados. O levantamento analisou cerca de 35 processos e 16 decisões em sete Tribunais Regionais do Trabalho (sete sentenças de primeiro grau e nove acórdãos em órgãos colegiados).

É um volume pequeno, mas é o embrião de um passivo que ele projeta crescer nos próximos cinco anos, no mesmo ritmo em que as empresas ampliam o uso de inteligência artificial na gestão de pessoas.

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