Conheci meu avô numa exposição
Escritora, roteirista e uma das idealizadoras do movimento Um Grande Dia para as Escritoras
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
Vi meu avô materno pelo primeira vez quando eu tinha trinta e cinco anos. De longe, na penumbra. E acho que só fui conhecê-lo mesmo depois de morto. Essa história daria um livro, quem sabe um dia dê um livro, mas hoje tentarei espremê-la aqui.
Tudo começou em um café no centro de Curitiba. Minha avó, que não devia ter nem dezoito anos, ficava por ali esperando sua irmã acabar o turno de garçonete. Foi num desses dias que conheceu o meu avô, um judeu de São Paulo, que tinha se mudado para Curitiba para fazer engenharia.
Os dois se apaixonaram e meu avô se formou e se mudou com minha avó para São Paulo, mas não se casaram no papel porque ela não era judia, e a família dele não aceitava isso. Ainda assim, viveram juntos e........
