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Em artigo para a Folha de S.Paulo ("Por que o desempenho econômico de Lula 3 não se converte em popularidade", de 9 de maio de 2026), Laura Carvalho e Guilherme Klein exploram a distância entre os resultados da economia brasileira e a avaliação do governo Lula. Taxas de crescimento razoáveis, desemprego baixo e inflação controlada não têm sido suficientes para garantir popularidade. Por quê?
Os autores apresentaram cinco explicações possíveis para a seguinte questão: "o governo Lula 3 entrega uma macroeconomia de resultados respeitáveis, mas não a experiência subjetiva de mobilidade social que transformou o Brasil dos anos 2000".
São cinco as hipóteses de Carvalho e Klein: "(1) a comparação implícita com os primeiros governos Lula; (2) o nível ainda deprimido da renda após uma década perdida; (3) uma inflação que cedeu, mas em um patamar de preços ainda muito acima do que o consumidor guarda na memória; (4) a transformação cultural produzida pelas redes sociais, que criou padrões elevados de aspiração de consumo; (5) a frustração de uma geração escolarizada que descobriu que o diploma não garante ascensão social".
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Eles propõem estas cinco reflexões para explicar o fenômeno, além de reconhecerem o peso de outras duas: a inflação dos itens que afetam o cotidiano das famílias mais pobres (como alimentos, transportes etc.) e o alto nível de endividamento. O peso dos juros, obviamente, está embutido nesta segunda questão.
O texto de Laura e Guilherme é muito instigante, porque permite não apenas entender o momento, mas imaginar e planejar um futuro atento às expectativas e aos anseios da população, sobretudo daquela que mais depende do Estado.
Vamos comentar, uma a uma, as cinco hipóteses levantadas, e acrescentar reflexões, a título de diálogo público, na esperança de que façamos um amplo debate, quem sabe, por meio do engajamento de mais formadores de opinião.
Quanto à primeira hipótese,........
