Se defender prisão a quem violenta mulheres é ser punitivista, aceito o rótulo

Mestre em filosofia política pela Unifesp e coordenadora da coleção de livros Feminismos Plurais

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Enquanto a agenda nacional se fragmenta entre a Venezuela e as investigações sobre um banco de investimentos em liquidação, uma guerra escancarada e contínua não deu trégua: a guerra contra as mulheres no Brasil.

Aos homens que se irritam por serem lembrados de que mulheres seguem sendo mortas todos os dias, em todas as regiões do país, paciência. Poderia dizer que sinto muito em produzir esse sentimento nos leitores, mas a verdade é que não sinto. Os feminicídios insistem em escrever, com sangue, uma crônica diária de horror. Ainda assim, enxergo essa irritação por um lado positivo: ela revela tanto o incômodo de quem prefere o silêncio, quanto a eficácia de insistirmos em nomear o que parte da sociedade tenta naturalizar ou empurrar para debaixo do tapete.

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É nesse contexto que presto minha solidariedade à família de Carla Carolina Miranda da Silva, de 39 anos, esfaqueada e........

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