A despedida da 'Dama de Ferro'
Mestre em filosofia política pela Unifesp e coordenadora da coleção de livros Feminismos Plurais
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A morte de Mãe Ana de Ogum, iyalorixá do Ilè Àse Ojú Onirè, é uma perda profunda para o candomblé e para a cultura brasileira. Com ela, parte uma matriarca cuja trajetória se confunde com a própria história de resistência das religiões de matriz africana no país.
Iniciada ainda jovem pela ancestral Mãe Simplícia, do Ilê Axé Oxumarê, em Salvador, Mãe Ana foi uma predestinada. Seu barco —como é conhecido o grupo de pessoas que se iniciam no mesmo período em um terreiro de candomblé— tornou-se lendário com o passar dos anos, consolidando-se como um dos elos mais notáveis entre tempos e gerações que construíram o candomblé brasileiro em geral e o candomblé paulista em particular.
Como filha de santo e, depois, como iyalorixá do Ojú Onirè, em Taboão da Serra (SP), Mãe Ana atravessou décadas em que professar o candomblé significava enfrentar perseguições policiais, estigmas e diversas formas de violência. Em tempos nos quais terreiros eram invadidos e lideranças precisavam de autorização da........
