STF: Delação de Vorcaro precisa de fato novo, e PGR será fiel da balança
STF: Delação de Vorcaro precisa de fato novo, e PGR será fiel da balança
A delação de Daniel Vorcaro terá de trazer fatos novos, que avancem para além do que a Polícia Federal já sabe por meio da análise, por exemplo, dos diversos aparelhos telefônicos apreendidos com o dono do banco Master.
Mais: o grande fiel da balança para valorar o material apresentado pelo empresário será Paulo Gonet, o procurador-geral da República. Nem o Supremo nem a PF.
O vaticício é de um influente ministro do STF, que falou à coluna logo após o julgamento de ontem (26), que sacramentou a primeira grande derrota do relator do caso Master na corte, o ministro André Mendonça.
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Numa sessão recheada de recados internos e externos, endereçados inclusive a parlamentares que buscam fazer campanha sobre os destroços deixados pelo Master, o STF derrubou a decisão de Mendonça de esticar, à canetada, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que em tese apura as fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
Foram oito votos a dois, com fortes críticas inclusive ao despacho do relator.
A análise dos integrantes do Supremo é a de que o julgamento de ontem precisa ser analisado pelo valor de face, sem grandes floreios. Mendonça, que lançou frases de forte apelo narrativo, foi rebatido em detalhe e sem luva de pelica pela maioria dos pares.
A maioria dos ministros já sabia que a posição contrária à decisão inédita de esticar uma CPMI de forte apelo midiático por meio do Judiciário poderia ser mal digerida pela opinião pública, mas deu de ombros.
"Juricamente, constitucionalmente, o juízo da maioria é irretocável. A decisão dele [o relator] não para de pé", relatou um segundo integrante da corte à coluna. "Vamos apanhar? Vamos. Mas faz parte. Não há outra forma de devolver a coisa para o leito natural", concluiu.
O saldo das duas falas —tanto a do ministro que vê na PGR o filtro e sistema de freios e contrapesos ao andamento do caso Master, como a do que antecipou a disposição de integrantes da corte de não se intimidarem por eventual impopularidade de suas decisões— é um indicativo de que, sim, relator do caso, Mendonça poderá muito, mas não tudo.
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