Diplomata: Risco de nova desmoralização lança Irã na lógica do tudo ou nada

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A resposta pouco eficiente do Irã aos ataques que Estados Unidos e Israel protagonizaram contra o país no ano passado acabou por ampliar o risco de uma guerra generalizada no Oriente Médio neste ano, quando as duas nações voltaram a empreender contra o regime teocrático.

Na análise de integrantes da diplomacia brasileira, o fato de os iranianos terem sido obrigados a recuar em 2025, aliado ao assassinato de Ali Khamenei neste ano, acabou empurrando o regime para uma resposta baseada na lógica do "tudo ou nada".

Os profissionais das relações exteriores avaliam que o Irã acabou ficando sem espaço para uma "saída honrosa". Para essas fontes, no estágio atual, é impossível o regime retomar a discussão de um acordo pelo fim das hostilidades sem passar a imagem de "fragilidade", o que é ainda mais temido num ambiente de insatisfação civil com a asfixia de direitos no país.

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Em linguagem de guerra, o Irã entende que "precisa estar numa posição de força, demonstrando ao mundo que empreender contra o país embute um custo alto, e que deslealdade em negociações não serão toleradas sem retaliação à altura".

Obviamente, o regime de Teerã não tem capacidade militar para responder aos americanos na mesma moeda, daí a escolha pela retaliação a Donald Trump por meio de bases em países da região, o que amplia o risco de um conflito generalizado com desfecho imprevisível.

O assassinato de Khamenei agrava o cenário, porque lega ao sucessor a missão de honrar a morte do aiatolá, sob pena de acabar rifado pelos opositores radicais internos.

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