Diplomacia: Irã não é Venezuela, e EUA terão dificuldade em ditar sucessão |
Diplomacia: Irã não é Venezuela, e EUA terão dificuldade em ditar sucessão
A equipe que formula a política externa do presidente Lula acompanhou, por óbvio, com muita atenção os desdobramentos do ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã no último fim de semana.
Sem fazer qualquer diagnóstico amplo apressado, o grupo dá uma diretriz como certa: "O Irã não é a Venezuela, não tem uma Maria Corina [Machado]. Ali Khamenei certamente já tinha uma sucessão estruturada. Não será fácil para os americanos ditarem o próximo chefe de Estado", afirmou um auxiliar direto do petista.
Os profissionais da diplomacia brasileira chamam atenção para alguns pontos importantes que só serão desnudados nos próximos dias:
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1) Os países que foram usados pelo Irã para atacar bases americanas vão, de fato, retaliar o país belicamente?;
2) Por quanto tempo os iranianos deixarão o Estreito de Ormuz, passagem de cerca de 20% do petróleo global, fechado?;
3) Se houver retaliação de terceiros, afora EUA e Israel, qual a duração e o calibre?
Todas essas variáveis são imprescindíveis para calcular o impacto global do conflito. "Obviamente, se Emirados Árabes e Catar, por exemplo, retaliam, há um risco de o conflito escalar e até de sair do controle", explica a fonte da política externa do Planalto.
O Brasil, mais uma vez, vai ter de se equilibrar em corda bamba para manter suas posições diplomáticas históricas intactas.
Tradicionalmente, o país condena o uso de terceiros para a retaliação a ataques, como fez o Irã, mirando bases dos Estados Unidos em países do Oriente Médio para afligir os americanos sem de fato adentrar em seu território, mas causando prejuízos materiais e de vida naqueles locais.
Há, porém, posição cediça do país em condenar ataques em meio a negociações "de boa vontade", o que Donald Trump fez ao interromper conversas sobre o acordo nuclear com o Irã com um bombardeio ao lado de Israel. Em diplomacia, esse tipo de ação tem adjetivo definido: desleal.
O Planalto deve, mais uma vez, apelar para o cessar-fogo, o fim das hostilidades e a retomada do diálogo. Mas ninguém lá dentro arrisca apostar qual a duração do novo conflito no Oriente Médio que embala a empreitada política de Donald Trump e a de Benjamin Netanyahu.
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