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O fundo do poço da Itália: de tetracampeã mundial a uma seleção previsível

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31.03.2026

O fundo do poço da Itália: de tetracampeã mundial a uma seleção previsível

"I tifosi italiani" não aguentam mais ficar de fora de uma Copa do Mundo.

Eu joguei por seis anos no auge do "Cálcio", numa época em que os melhores jogadores do mundo estavam lá.

Na minha primeira temporada, 87/88, os clubes só poderiam ter dois jogadores estrangeiros, e esse detalhe é um dos responsáveis por essa queda melancólica do futebol italiano.

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Sou testemunha da paixão dos italianos por futebol, mas principalmente pela Squadra Azzurra.

A Copa de 2026 será a terceira consecutiva que a Itália ficará fora, e isso causa um impacto negativo para o futebol italiano e, muito, para o país também.

Em 2018, foi eliminada em dois jogos contra a Suécia, com uma derrota em Solna, com gol de Johansson, e depois segurou um 0 a 0 em Milão, ficando fora da Copa da Rússia. Foi uma surpresa e também um sinal, mas acharam que havia sido um acaso e que nunca mais aconteceria novamente.

Em 2022, foi ainda pior, porque foi eliminada em Palermo, no estádio Renzo Barbera, pela Macedônia do Norte, que surpreendeu a Azzurra nos acréscimos, vencendo por 1 a 0, com gol de Alex Trajkovski.

E agora, veio o fundo do poço com a eliminação da Copa de 2026 pela Bósnia e Herzegovina, em Zenica, no estádio Bilino Polje, depois do empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, com a Itália perdendo nos pênaltis.

Será que já é o novo normal do futebol mundial?

Gostei do time da Bósnia, com uns três jogadores jovens e muito técnicos pelos lados, e de seus pés saíram as jogadas mais interessantes da partida, mas me entristeceu a eliminação da Itália.

Tenho dois filhos que nasceram na Itália: o Ugo Leonardo, em 1989, em Ascoli, e o Symon, em Turim, em 1993.

Tenho muitos amigos lá; inclusive, temos um grupo de WhatsApp do último grande time do Torino, das temporadas 91/92 e 92/93.

Uma seleção tetracampeã do mundo, com uma camisa respeitadíssima, junto com uma história incrível no futebol, virou uma seleção sem força moral, sem técnica, sem criatividade, se transformando numa equipe fraca.

Qualquer seleção está encarando a Squadra Azzurra sem medo, sabendo que, hoje em dia, ela não é mais favorita e já está no terceiro escalão do futebol mundial.

Virou um time previsível, sem nenhuma jogada trabalhada e sem ter um jogador sequer perto do talento de um Baggio, Totti, Mancini, Del Piero, Bruno Conti, Paolo Rossi, Vialli. Enfim, a seleção italiana está bem distante dessas gerações.

Não é só de jogadores talentosos que está faltando; no banco, também não revelou treinadores, até o momento, com o conhecimento dos antigos italianos.

Mas não tem como não classificar mais essa eliminação como um grande vexame, que criou uma enorme frustração e uma sensação de vergonha em todo o povo italiano.

Mas, para mim, a Itália sempre será a minha segunda seleção. Primeiro, torço pela seleção brasileira e, depois, vem a Itália. Um beijo a todos os meus amigos que tenho lá.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

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