MPF denuncia médicos e União por teste com 200 mortes durante a pandemia |
MPF denuncia médicos e União por teste com 200 mortes durante a pandemia
O MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas denunciou dois pesquisadores e a União por supostos crimes contra a humanidade praticados em um estudo feito durante o pico da covid-19 no Brasil, em 2021. O teste com a droga proxalutamida terminou com 200 pacientes mortos (30% do público-alvo da pesquisa). O órgão pede R$ 85 milhões de indenização.
O estudo utilizou a droga, criada inicialmente para tratar o câncer de próstata e sem indicação científica para covid-19, em pacientes internados. A autorização foi dada pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) em 27 de janeiro de 2021.
Acontece que os pesquisadores fizeram mudanças significativas no protocolo aprovado, em que aumentaram o público-alvo, omitiram riscos do termo de consentimento aos pacientes, inseriram pessoas de hospitais sem estrutura e criaram um procedimento de nebulização de cloroquina. Além disso, eles teriam ainda escondido mortes de participantes.
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O MPF classifica que a pesquisa foi, na verdade, um "laboratório humano em regime de absoluta clandestinidade e desprezo pela vida". A pesquisa, diz, teve graves falhas nas normas éticas, científicas e regulatórias, que causaram ou potencializaram óbitos.
O que foi feito e apresentado
Em 11 de março de 2021, o responsável pela pesquisa, o endocrinologista Flávio Cadegiani, apresentou um estudo dizendo que a proxalutamida teria reduzido em 92% o número de óbitos por covid-19. O evento foi transmitido pelo Youtube do grupo Samel, dono de rede de hospitais no Amazonas.
O segundo médico denunciado é Daniel do Nascimento Fonseca. Ele é identificado como coinvestigador do........