Argélia faz da memória política externa
Doutora em ciência da informação, mestra em educação e jornalista. Autora de "Quando me Descobri Negra"
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Na véspera do Natal, o Parlamento argelino aprovou uma lei que classifica o domínio colonial francês como crime, exigindo desculpas oficiais e reparações por parte da França. A legislação caracteriza as execuções, a tortura, os testes nucleares, o saque de recursos naturais, dentre outros, praticados de 1830 a 1962, como crimes imprescritíveis. O texto prevê sanções contra a glorificação do colonialismo e reforça demandas antigas, como a devolução de arquivos, artefatos culturais e restos mortais levados à França. Apesar de não ter efeito no direito internacional, há peso político na ação.
Em 2024, em uma passagem por Argel, tive a oportunidade de testemunhar o quanto a memória colonial é viva por lá. As cenas do clássico "A Batalha de Argel", filmadas na Kasbah —centro histórico árabe, bem........





















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