Deputado do PL provoca tumulto na UFBA em busca de engajamento
Deputado do PL provoca tumulto na UFBA em busca de engajamento
A campanha eleitoral começou oficialmente no último domingo, 16. Em Salvador, a extrema direita não perdeu tempo para confirmar que, mais uma vez, a eleição será marcada por menos debate de ideias, e mais produção de cenas para as redes sociais.
O episódio ocorrido nesta quinta-feira, 20, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) é um bom exemplo.
O deputado estadual Diego Castro (PL), candidato à reeleição, foi à universidade acompanhado de integrantes de sua equipe e usando um colete à prova de balas. A imagem repete a cena de poucos dias antes, quando o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, anunciou que faria sua campanha usando colete, como medida de segurança graças ao que caracterizou como um aumento de ameaças e incitações de ódio a poucos meses da eleição presidencial.
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É mesmo uma contradição ouvir discursos de vitimismo vindo de um grupo político com práticas truculentas de interdição do debate de ideias pela agressividade e radicalismo como prática antidemocrática, não apenas contra adversários eleitorais, mas também profissionais da imprensa, professores, estudantes e ativistas sociais.
Segundo o próprio deputado, em vídeo publicado em rede social, ele foi à Facom depois de receber uma denúncia sobre a existência de adesivos de apoio a candidaturas do Partido dos Trabalhadores nas dependências da universidade. O material, caso estivesse irregular, poderia ser questionado pelas vias institucionais adequadas. O parlamentar, entretanto, decidiu ir pessoalmente ao local para retirá-lo, acompanhado de sua equipe, e registrar a ação em vídeo.
Esse é o modus de lacração digital transformado em método político. Não se trata de defender a utilização irregular de espaço público para propaganda eleitoral. Se havia uma infração à legislação eleitoral, há instrumentos institucionais para denunciá-la e solicitar sua........
