2026 com clima de 2018
2026 com clima de 2018
Não faz muito tempo que a imprensa e a política foram surpreendidas com o crescimento vertiginoso do candidato radical que liderava as pesquisas na época, mas era desacreditado pela maioria. O prognóstico de todos os partidos era de que Jair Bolsonaro teria vida curta. Seria engolido pela máquina partidária da grande aliança de centro que se formava em torno do então candidato tucano, Geraldo Alckmin.
Já sabemos como esse filme terminou. Corta para 2026: a família Bolsonaro, bem estabelecida, tem os votos de metade da população, representando um dos eixos da polarização. Herdeiro do capital político do pai, Flávio Bolsonaro subiu rápido nas pesquisas e empatou com Lula ainda na pré-campanha. Não é exatamente uma surpresa, exceto pela velocidade em que aconteceu. A novidade é o clima político que envolve o país, com ecos claros do sentimentos lavajatista, antipetista e antissistema que varreram o eleitorado em 2018 e deram vitória à oposição.
As pesquisas Datafolha, Meio-Ideia e Quaest, divulgadas entre ontem e hoje, mostram o descrédito crescente em relação às instituições, principalmente o Supremo Tribunal Federal. A desconfiança no Supremo e no Judiciário é a maior da série histórica, iniciada em 2012, segundo o Datafolha: 43%. Na Quaest, 49% não confiam no STF contra 43% que dizem confiar. E mais: 66% dos entrevistados afirmam que é importante votar em um candidato ao Senado favorável ao impeachment de ministros do Supremo. O mais preocupante para o PT é que 59% veem a Suprema Corte como aliada do governo Lula.
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Em entrevista ao "Mercado Aberto", do UOL, o cientista político e sócio da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, explica que a polarização entre Lula e Flávio já era esperada. O que surpreende é a velocidade. "As críticas ao STF aceleraram e isso fortalece o discurso da oposição. O desgaste atinge o eleitor independente, que precisa encontrar um argumento para pender para um lado ou para o outro. O ambiente político negativo para o governo explica a subida rápida do Flávio", afirma. Em outras palavras, o afunilamento entre os dois eixos da polarização tem a ver mais com o timing, a conjuntura política do que propriamente com os méritos do candidato da oposição.
Cortez ressalta, no entanto, que caberá ao senador captar o sentimento de insatisfação. "Os números mostraram o que podemos esperar da pré-campanha. Mas quando começar a campanha propriamente dita, haverá o contato direto entre os candidatos. Lula começará a dialogar com Flavio. O senador herdou até agora o capital político o pai. Precisa consolidar isso. Será testado", opina.O cientista político acha pouco provável alguma medida de última hora do governo mudar a tendência de eleição muito apertada. Nesse sentido, deve ser uma repetição de 2022.
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