89% dos brasileiros interagiram com inteligência artificial sem perceber

89% dos brasileiros interagiram com inteligência artificial sem perceber

Os números de adoção de IA no Brasil são massivos: 98% dos internautas, ou cerca de 145 milhões de pessoas, conhecem ao menos uma ferramenta de IA, como ChatGPT, Gemini, Copilot, Claude, DeepSeek, Canva, entre outras. E 87% já as usaram de forma ativa. E 78% afirmam perceber recursos de IA facilitando sua rotina, índice que sobe para 85% entre pessoas com ensino superior completo. E 89% querem usar mais IA nos próximos anos.

E 89% já utilizam inteligência artificial no dia a dia, indiretamente sem perceber. Não é o brasileiro que está entrando na era da IA. É a IA que já entrou na vida do brasileiro há muito tempo. A inteligência artificial já existe há muito tempo no GPS que recalcula a rota em tempo real, no filtro que bloqueia a fraude no cartão de crédito, na recomendação de série que aparece sozinha na tela da Netflix. Até nos algoritmos das redes sociais.

A inteligência artificial simplesmente foi entrando no cotidiano dos brasileiros, fazendo com que 115 milhões de pessoas já vivam dentro dela. Esses são os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a OpenAI, dona do ChatGPT, publicada em fevereiro de 2026.

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O mais revelador, porém, é a queda da barreira psicológica. Durante anos, inteligência artificial foi sinônimo de complexidade inacessível, território de doutores em computação e laboratórios de pesquisa. Hoje, 73% dos brasileiros consideram o tema acessível. Apenas 27% ainda veem a IA como assunto restrito a especialistas.

"A IA aparece nas tarefas simples, na busca por informação, no estudo e no trabalho, como uma ferramenta que vai ganhando espaço. E os brasileiros já enxergam que essa presença tende a crescer ainda mais nos próximos anos", afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva

A análise por perfil revela nuances importantes. A geração de 18 a 29 anos lidera a percepção de integração: 82% afirmam categoricamente que a IA já faz parte da vida de todos. As classes AB registram 84% de percepção positiva. Nas classes CDE, a concordância sobre os benefícios da IA chega a 81%. A tecnologia não é privilégio de elite, ideia compartilhada por apenas 27% dos entrevistados.

O brasileiro construiu uma relação pragmaticamente otimista com a tecnologia: 80% veem na IA um meio de ampliar oportunidades profissionais, 84% acreditam que ela traz benefícios diretos para as atividades cotidianas, 74% afirmam que a adoção da IA aumentará a competitividade do Brasil no exterior.

E 81% defendem que o país deve investir em tecnologia própria e não apenas consumir o que outros desenvolvem. É um senso de soberania digital que raramente aparece com tanta força em pesquisas de opinião.

Um dos achados mais surpreendentes da pesquisa é a confiança dos brasileiros na aplicação da IA pelo poder público: 75% consideram seguro o uso de inteligência artificial em serviços públicos e o número sobe para 82% nas classes AB e entre cidadãos com ensino superior.

A gestão de programas sociais lidera com 85% de expectativa de impacto positivo. Saúde pública, segurança, proteção do consumidor e políticas de emprego aparecem em seguida, todos acima de 80%.

"Os resultados indicam que a população brasileira enxerga a inteligência artificial não apenas como inovação tecnológica, mas como um instrumento estratégico para modernizar o serviço público, qualificar decisões públicas e ampliar o impacto das políticas sociais", Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Entre os entrevistados, 78% dos cidadãos demandam que o Estado deixe de ser reativo para que a IA seja um mecanismo capaz de viabilizar gestão preditiva em saúde, defesa civil e programas sociais. Enquanto outros 75% acreditam que a tecnologia pode ajudar a reduzir desigualdades ao democratizar o acesso à informação e à educação. "A IA pode ser um muro ou uma ponte, dependendo de como for democratizada", afirma Meirelles.

O brasileiro quer regras para a IA, mas tem medo das regras: 82% apoiam a criação de leis específicas para o desenvolvimento da IA. Mas 86% exigem que essa regulação seja clara e simples, sem criar burocracia que sufoques a inovação. E 68% alertam que regras excessivas para empresas acabam penalizando o cidadão comum, que perde acesso à tecnologia.

O modelo que emerge dessa demanda é ágil e inclusivo: 76% defendem que toda a sociedade civil deve ser ouvida na elaboração das normas.

Se existe um número que sintetiza o maior desafio, e a maior oportunidade, entre os brasileiros, é o de 82% que querem aprender a usar novas ferramentas de inteligência artificial. Esse interesse chega a 87% na classe AB e a 89% entre pessoas com ensino superior.

O problema é que 61% afirmam que faltam cursos e informações acessíveis para que os brasileiros aprendam a lidar com a tecnologia. A pesquisa aponta que 69% defendem que crianças e adolescentes sejam ensinados a usar a IA de forma segura, em vez de serem afastados da tecnologia. Em um mercado onde 80% dos consumidores veem a IA como chave para novas oportunidades profissionais, saber IA vira vantagem competitiva.

A pesquisa feita em parceria com o Instituto Locomotiva com a OpenAI, divulgada em fevereiro de 2026 ouviu 1.672 internautas brasileiros com 18 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos. As entrevistas foram feitas entre 20 de dezembro de 2025 e 8 de janeiro de 2026.

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