Debacle do Botafogo: quem falta criticar
Debacle do Botafogo: quem falta criticar
Ontem, contra o Athletico, o Botafogo tomou drible de vaca, gol de dentro da área, gol de cabeça, gol de cruzamento e mais: 4 a 1, em Curitiba. A derrota veio e a humilhação, também. O time está na zona de rebaixamento, com 6 pontos em 7 partidas pelo Brasileirão. A Libertadores já foi para o saco.
Muito se fala sobre John Textor, o grande artífice da debacle, e o trabalho desastroso de alguns dos treinadores escolhidos a dedo por ele. Pouco, porém, se fala sobre os empresários dos jogadores que agora fazem parte de um navio que não para de afundar.
Em 2025, o Botafogo era o atual campeão Brasileiro e da Libertadores. Era, também, parte de uma disputa global envolvendo negociatas altamente duvidosas. Em 30 de junho, Textor renunciou ao comando do Lyon. Sua saída fez parte de uma negociação dos outros acionistas para evitar o rebaixamento do clube francês. Michele Kang assumiu para tentar organizar as contas e apagar o legado do estadunidense.
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Desde então, o caos se instalou na Eagle Football Holdings e John Textor — paladino do futebol limpo — se mantém à frente do Botafogo sustentado por uma liminar da justiça brasileira. Ou seja, há quase um ano, mesmo os mais incautos poderiam ter notado que algo não ia bem. Que, em algum momento, a corda ia estourar e provavelmente sobrar para a base da pirâmide. A água começava a subir.
Refém da SAF e devota incondicional, a torcida não tem para onde correr. É a mais prejudicada em tudo isso, sem sombra de dúvida.
Empresários de atletas, por outro lado, poderiam ter escolhido um caminho diferente para aqueles de cuja carreira deveriam cuidar. Poderiam ter feito a lição de casa e ligado o sinal de alerta.
Por que escolher um empregador que não vem conseguindo pagar suas contas, mesmo depois do ano mais vitorioso de sua história? Por que se meter nessa briga de cachorro grande (e gringo)? Por que levar um profissional para este ambiente?
Trata-se de um clube imenso, claro. Mas o Titanic também era imenso e a gente sabe o que aconteceu com ele. Será que os empresários realmente não viram o iceberg? Ou acharam que dava para embolsar mais uma grana de transação antes do impacto?
Pois a conta chegou. E os violinistas continuam tocando.
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