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Ancelotti faz o óbvio e convoca seleção sem Neymar

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16.03.2026

Ancelotti faz o óbvio e convoca seleção sem Neymar

Carlo Ancelotti não chamou Neymar para a última data Fifa antes do fechamento da lista larga com os 55 nomes que poderão ser inscritos para o Mundial, em 11 de maio.

Deveria ser óbvio. O atleta, que não atua pela seleção desde outubro de 2023, mal vem conseguindo ajudar o Santos. Mas o burburinho em torno do seu nome levou o próprio italiano a brincar na convocação: "Curiosos, hein?".

Perguntado sobre as ausências por lesões, mencionou Militão, Bruno Guimarães, Estêvão e Rodrygo. Voltou a falar em buscar aqueles que estão 100% fisicamente e em conhecer o caráter dos seus comandados. Novamente, o que deveria ser o óbvio.

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O mero debate "Neymar vai ou não à Copa do Mundo" é bizarro. Neymar não é Romário. Ronaldo. Pelé. Neymar não ganhou um Mundial, garantindo, assim, garantiu uma vaga cativa na Seleção.

Até porque nem Romário, Ronaldo e Pelé tiveram este direito. Neymar é, sim, o maior artilheiro da Amarelinha. Sem taças relevantes, porém. O único título importante de sua carreira é a medalha de ouro da Rio 2016. Sua geração é a do 7 a 1 em casa e de duas quartas-de-final melancólicas, perdidas para as potências Bélgica e Croácia.

O que, portanto, dignifica essa discussão? Por que ficamos aqui esperando a convocação com esta como a maior dúvida? Alguns motivos me veem à mente, mas o principal é carência.

Se Vini Jr. ou qualquer outro tivesse comandado uma seleção vencedora nos últimos anos, talvez Ney já tivesse sido esquecido. Se não restasse a sensação de que precisamos dele, talvez ele permanecesse no passado, junto com seu futebol. Mas estamos desesperados, com a mesma distância para 2002 que tínhamos em 1994 para 1970: 24 anos sem um Mundial. Uma geração de adultos com a idade de Neymar que não se lembra de ver um capitão nosso levantar a Copa.

É bem provável que esse período se estenda para 2030. Se houver a competição nos Estados Unidos, não chegaremos como favoritos. Com ou sem Neymar. Se aceitarmos, talvez tudo doa um pouco menos.

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