O messianismo bolsonarista não morre com Bolsonaro |
Num dos momentos mais tocantes do Novo Testamento, dois homens caminhavam cabisbaixos por uma estrada que leva a Emaús. Esperavam que o profeta trouxesse a salvação do povo, mas o fim da história, naquele momento, parecia o oposto. Não sabiam mais o que fazer.
Um deles, Cléofas, cunhado de Maria, diz: "os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados entregaram [Jesus] para ser condenado à morte e o crucificaram". Estavam tão desesperados que falavam com o próprio Cristo ressuscitado e não o reconheceram.
Qualquer um de nós, em algum momento, já experimentou a sensação de luto e desesperança após um evento que teve um desfecho trágico. Nada mais faz sentido.
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Carl Jung descreveu esse momento como dissolução da persona. A persona é a máscara social que usamos para interagir com o mundo. Define quem somos publicamente. Neste caso, discípulo do messias, seguidor do movimento, parte do grupo que aguarda redenção.
Quando o líder desaparece, a persona desmorona. Jung observou que essa desintegração libera o caos. O indivíduo perde a máscara. Fica exposto. Desorientado.
Jordan Peterson, seguindo Jung, chama isso de colapso do mapa de significado. Passamos pela vida com mapas mentais que nos dizem o que é ordem e o que é caos. Ordem é território estruturado, conhecido, previsível. Caos é o desconhecido, o imprevisível, o nada.
O líder messiânico fornecia o mapa, o caminho, a luz. Dizia o que fazer, para onde ir, o que esperar. Quando........