Neves, a estrela de S. Bento

Comecemos com um conselho ‘africano’ que me deram há uns anos, que é começar por dizer bem. Luís Neves foi nomeado ministro da Administração Interna (MAI) há quase três meses e decidiu seguir uma máxima de Ferreira do Amaral, o ministro das Obras Públicas de Cavaco Silva, que, disse então, mais não fez do que abrir as gavetas e tirar os projetos que estavam à espera de ‘andamento’. Assim nasceram muitas das autoestradas do período cavaquista. O antigo diretor-geral da PJ quando chegou ao MAI também abriu as gavetas e foi buscar os processos disciplinares de guardas e agentes e decidiu na hora pela expulsão dos mesmos – decisão em sintonia com as chefias da GNR e da PSP. Teve mérito e não deixou o assunto morrer nas gavetas, ao contrário das suas duas antecessoras.

Mas Luís Neves tem um impulso tão forte pelo estrelato que aparece por tudo e por nada a dizer de sua justiça, mesmo quando tem pouca informação sobre os assuntos. Façamos uma pequena pausa, e recuperemos o conselho africano: não há memória de um Ministério com tantas notícias diárias nas televisões, jornais, rádios, sites e por aí fora. A equipa de Neves, e essencialmente a sua assessora política, está a fazer um trabalho magnífico, que deve deixar as melhores agências de........

© SOL