Em nome dos pobres

Há uma frase atribuída a um árbitro ou a um dirigente de futebol – ninguém sabe ao certo se o autor foi António Fiúsa, antigo presidente do Gil Vicente, ou o árbitro Vítor Correia – que ficou no anedotário nacional e é muito útil nos dias de hoje: «Desde que vi um porco a andar de bicicleta, acredito em tudo». Vem esta conversa a propósito de uma informação que me deram na semana passada e que eu disse ser impossível – que há quatro bilhetes para a final do Campeonato do Mundo que custam oito milhões de euros, dois milhões cada um, portanto.

A conversa passou e quando cheguei ao jornal no dia seguinte, ao ler os jornais – devo ser dos poucos que lê praticamente todos, além dos digitais – parei numa notícia que confirmava a história dos oito milhões de euros por quatro bilhetes. Acresce que os ditos bilhetes dão lugar atrás de uma das balizas, denotando logo que quem os comprar não deve gostar muito de futebol, pois esse não é o melhor local para ver o jogo.

Não percebi alguns pormenores da notícia, mas deu para entender que o bilhete mais barato da final será de 8.500 euros! Fiquei também a saber que o presidente da FIFA explicou que o organismo que tutela não tem fins lucrativos e, por isso, é preciso aproveitar os dias do........

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