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Sem tabus: o efeito do comentariado desportivo

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08.05.2026

1.O FC Porto sagrou-se campeão nacional 25-26 e, considerando todos os fatores que podem determinar a chegada ao lugar mais alto do pódio (gestão desportiva e de mercado, liderança técnico-tática, resposta dos jogadores, comportamento dos principais competidores e fatores de natureza externa e arbitragem), é preciso dizer que a atribuição do respetivo troféu não merece contestação, a não ser para a ‘tribo dos fanáticos’ que há em todos os clubes e sempre encontram algo para manchar o mérito, até, dos melhores.

2.O campeonato está praticamente reduzido ao interesse principal pela conquista do segundo lugar, cuja luta está agora resumida a Benfica e Sporting. Os ‘leões’, que estiveram em posição privilegiada antes do acerto de calendário, perderam para as ‘águias’ o segundo lugar nesse jogo de acerto com o Tondela, mas o Benfica devolveu a ‘cortesia’ ao ceder dois pontos em Famalicão, num jogo de grau de dificuldade mais elevado, mantendo todavia a segunda posição do campeonato, porque no confronto direto, em caso de empate pontual, os ‘encarnados’ levam vantagem. O Benfica esteve a ganhar por 2-0, durante mais de uma hora (consentiu o empate aos 78 minutos) e a jogar um futebol de alta qualidade, mas Otamendi (que se deu a uma expulsão tão irresponsável como justa) e uma arbitragem incompetente, inaceitável num contexto em que está em causa o ganho ou a perda de dezenas de milhões de euros, tornaram possível a recuperação do Famalicão. O Benfica ficou com 76 pontos, o Sporting entretanto venceu o Vitória (5-1), regressando às boas exibições e ao nivelamento por cima do seu comportamento exibicional durante a época, e somou os mesmos 76 pontos, com a classificação final a depender daquilo que o Benfica fizer com o SC Braga, na Luz e no Estoril e daquilo que o Sporting fizer em Vila do Conde e com o Gil Vicente, em Alvalade.

3.A arbitragem esteve outra vez no centro do debate futebolístico e, após o empate em Famalicão, o presidente Rui Costa prestou declarações - e não foi brando: insinuou premeditação na arbitragem de Gustavo Correia e de Rui Oliveira, o VAR dessa partida. É claro que, debaixo dos interesses que estão em causa e da pressão dos resultados, que têm muita influência no........

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