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Rui Borges quer enganar-se a si próprio?

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17.04.2026

1.«O futebol português está bom, nós é que não o valorizamos» – afirmou o treinador Rui Borges, depois do empate em Londres com o Arsenal (0-0), tendo sido eliminado da Champions por causa do golo que Kai Harvertz marcou em Alvalade e que ditou a passagem dos ‘gunners’ às meias-finais da competição.

A declaração de Rui Borges surgiu na sequência, não apenas da muito boa prova realizada pela turma ‘leonina’ na Liga dos Campeões, durante a qual ganhou a um dos semifinalistas, o PSG, conseguiu fazer uma viragem brilhante de 0-3 em 5-0 perante um caso invulgar no contexto do futebol europeu, o Bodo Glimt, e, em 12 jogos, registou quatro derrotas, com a já citada equipa norueguesa mas também com o Arsenal, Bayern de Munique e o Nápoles.

A declaração de Rui Borges deve ser lida à luz daquilo que é realmente o futebol português e entronca, de alguma maneira, na comemoração dos 112 anos de história da Federação Portuguesa de Futebol, que retrata muito bem aquilo que se passa na modalidade em Portugal há muitos anos. Mas já lá vamos.

2.O que o Sporting fez, na Champions, foi bom, mas até poderia ter sido melhor e talvez até se tenha perdido uma grande oportunidade para o futebol luso meter mais uma equipa nas meias-finais na prova futebolística mais importante do globo terráqueo ( o que já não acontece, neste contexto de Liga dos Campeões/Taça dos Campeões Europeus, há 22 anos com o FC Porto e 36 com o Benfica) e - quem sabe ? – galvanizado com um hipotético sucesso agora em Londres, fazer uma grande eliminatória perante o At. Madrid e marcar presença na final da competição com maior ‘tração’ existente no Mundo.

Dirão muitos leitores: mas alguma vez é legítimo sonhar, nos tempos de hoje, com a presença de uma equipa portuguesa na final da Liga dos Campeões e mesmo ganhá-la?

3.Há uns anos atrás, já neste milénio, há um par de décadas, diria que não, seria sonhar demasiado alto e ser irrealista, mas o futebol mudou muito nos últimos anos, as mudanças constantes nas equipas e o aumento do número de jogos que esgotam os atletas faz com que, em cada Liga, as realidades já não assentem nas lógicas de antanho, há cada vez menos treino e........

© SOL