Ninguém quer saber que o rei vá nu |
A semana que antecedeu o Benfica-FC Porto e o SC Braga-Sporting que acabaram ambos empatados foi uma semana negra, não apenas (por causa dos antecedentes) mas principalmente pelo que aconteceu no jogo da Taça entre ‘leões’ e ‘dragões’, com a equipa de Alvalade a tomar avanço na eliminatória pelo golo marcado por Luís Suárez, de penálti.
Há sempre quem goste de ver os presidentes embrulhados na lama, cada qual a dizer tudo o que lhe apetece, sem limites, assim a modos como o adepto que não quer saber de nada, desde que ganhe a qualquer preço: com pressões, com antI-jogo, com alegações de erros de arbitragem às vezes justas outras vezes claramente falaciosas e enganosas e com acusações de palavras e comportamentos inadequados, quando, a esse nível, estão cheios de telhados de vidro.
Villas-Boas e Varandas sujaram-se na lama, na sequência do que foi o jogo de Alvalade para a ‘Taça’ e pareciam garotos pequenos – passe a expressão – à porrada.
A falta de maturidade comportamental como dirigentes de primeira linha foi tão grande quanto desajustada da formação académica de cada qual: o presidente do Sporting é militar e médico, atividades de grande responsabilidade que obrigam a uma preparação muito séria do ponto de vista da utilização do sabre e do bisturi; o presidente do FC Porto licenciou-se na área das ciências do desporto e, com todo o respeito, não pertence aquela plêiade de ex-jogadores que, independentemente dos seus talentos, nunca leram um livro na vida.
Isso aumenta-lhes o grau de incumbência num plano de máxima responsabilidade e foi isso que não aconteceu.
Não se pode falar de uma inflamação momentânea, pontual ou esporádica, enquadrada num deslize ou num desvio que, se não for regra, mereceria a nossa relativização.
O problema é que se trata de um padrão.
Um padrão que se enraizou no futebol português durante décadas e que protagonistas de outra geração e aparentemente com outros princípios iriam derrubar, em nome de um futebol mais despoluído, mais sério e mais respeitoso entre todos os intervenientes.
Uma desilusão que corresponde a........