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'Com ou sem amoníaco, já estamos no plano da inaptidão’

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03.04.2026

Não sei se é creolina, amoníaco, lixívia ou outro produto de limpeza.           Sei que é preciso usar as mãos - como no andebol - para o aplicar e o mais aconselhável, calculo, é que seja com luvas, e perceber-se-á que não terá de ser um guarda-redes a ser o infetador-mor.

Há demasiadas histórias, no desporto português, agora no andebol mas também no futebol um ror de vezes, em que os balneários das equipas visitantes exalaram um intenso odor a um produto que pode provocar alteração do batimento cardíaco, irritações que levam a condicionar a atividade do aparelho respiratório.

Isto, atente-se, e aqui sem trocadilhos ou ponta de ironia, no Desporto. Sim, no Desporto, que transporta atrás de si (ou deveria transportar) o rótulo de uma atividade saudável.

Talvez seja um transtorno obsessivo-compulsivo, qualquer coisa como misofobia, que corresponde à mania das limpezas.

Uma coisa eu já sabia: o futebol português precisa de uma limpeza profunda nas suas mentalidades e comportamentos e vem afastando muita gente de bem da modalidade, que - apesar das perdas - vai resistindo a tudo.

Tenho-o dito ao longo dos anos, vejo muita gente crítica a afastar-se mas o poder de atração das manobras laterais tem mais força do que qualquer germicida utilizado de boa-fé, efetivamente para matar os micro ou macro-organismos que não perdem uma oportunidade para poluir o ambiente.

Agora foi no FC Porto-Sporting, em andebol, realizado no Dragão Arena, que os leões venceram por 30-33 e, antes do jogo, começaram a circular informações segundo as quais o balneário da equipa lisboeta havia sido dominado por um odor intenso, descrito pelos visitantes como tendo um efeito adormecedor, o que atrasou o começo da partida entre 15 a 20 minutos, com o Sporting a jogar sob protesto, uma vez que o treinador Ricardo Costa e o pivô Moga precisaram de assistência médica, prestada no local e, ao contrário do que chegou a ser noticiado, estes dois elementos dos leões não chegaram a ser observados no hospital, uma vez que, segundo apurei, ambos - depois de assistidos - ficaram num corredor do pavilhão até final da partida.

Sem absolver nada de criticável que possa acontecer na jurisdição dos principais rivais da liderança de AVB (refiro-me ao ‘Sporting de Varandas’ e ao ‘Benfica de Rui Costa’), esta semana - passa além deste caso do andebol que deveria ser encarado como um caso de polícia e que seguirá os seus trâmites na esfera disciplinar - o atual presidente do FC Porto voltou a colocar-se nas bocas do mundo por algumas declarações que produziu no sentido de se sentir de novo vítima do centralismo, e está a fazê-lo de forma reiterada e crescente a ganhar, num momento em que no futebol comanda a Liga com 7 pontos de avanço sobre o Sporting e o Benfica, embora os leões tenham um jogo em atraso.

Toda a gente percebe que a obrigação de um presidente é........

© SOL