Transparências |
O Edifício Transparente, no Porto, esteve envolto em polémica desde a sua construção, no âmbito da intervenção da Porto 2001 e da Polis na marginal marítima da cidade.
Da autoria do arquiteto catalão Manuel de Solà-Morales, o projeto foi construído onde havia um aterro, entre o Parque da Cidade e a praia. Poucos se recordarão, mas o traçado viário que unia o Castelo do Queijo a Matosinhos e à Circunvalação era muito mais próximo da frente marítima do que hoje se verifica. A estrada era a poente do edifício. O viaduto então construído facilitou a ligação entre o parque e o mar, mas o edifício surgiu como um obstáculo nessa relação. Dada a diferença de quotas, há uma parte dele abaixo do viaduto, com ligação direta à praia, e uma outra acima, com uma ponte para o parque.
Morales haveria de confessar que não houve um programa funcional para o edifício. É, pois, uma construção cuja arquitetura não foi ditada por um determinado uso. Trata-se de um ‘edifício contentor’, com significado urbano. Resultou dessa decisão, e de uma nomenclatura paradoxal – porque o edifício nada tem de........