O Mundial da FIFA

Terminou o Campeonato do Mundo. A Espanha venceu a final, pouco competitiva e indigna, com inteira justiça.

Gianni Infantino tratou de felicitar a Argentina pelo vice-campeonato. É um gesto revelador de uma hierarquia de afetos. Por momentos, parecia que quem tinha ganho o Mundial era outra seleção.

Não fiquei indiferente ao que a FIFA nos ofereceu. O fair play nunca foi a imagem de marca deste desporto mas uma coisa é aceitar que haja simulações ou perdas de tempo, e outra, muito diferente, é terminar um Campeonato com a sensação de que o protagonista principal foi sempre a terceira equipa em campo.

Os críticos de Cristiano Ronaldo, sempre prontos a apontar-lhe o dedo, fariam bem em olhar para Lionel Messi. Ninguém discute o seu talento extraordinário mas os grandes campeões também são julgados pela forma como saem de cena.

Entretanto, ficámos a saber que a intervenção de um chefe de Estado para permitir que um jogador castigado pudesse disputar um encontro decisivo era aceitável e acatável. A UEFA protestou. A........

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