O exame do ministro |
Tudo isto pode acabar em quase nada, apenas um atraso de três dias na correção dos exames nacionais. Três dias é um inconveniente, pronto, não devia acontecer mas adiante, pede-se explicações, dá-se um puxão de orelhas ao Ministério da Educação e o país segue para bingo. Mas se no dia 17 as notas não são publicadas, ou se o forem de forma errada ou incredível, o ministro esborracha-se no chão como um figo maduro.
Fernando Alexandre é provavelmente o ministro com melhor imprensa dos últimos dois anos de governos, incluindo nesta coluna. Pela vontade de abater inércias, sim, mas sobretudo porque praticou um discurso de devolução da dignidade profissional e social aos professores e, ao mesmo tempo, desenhou políticas que colocam no centro do sistema não os professores nem os pais, mas os alunos. Sucede que o tempo vai passando, ainda hoje persiste o problema original de haver alunos no secundário sem professores e agora surge esta peripécia-ou-tragédia de a correção dos exames nacionais estar em........