Regiões não, obrigado!

Os defensores da regionalização aproveitaram a reação tardia do Governo ao comboio de tempestades, que finalmente deu tréguas, para tentarem apanhar a boleia e repor o tema na agenda política.

Mas, ao contrário da depressão Kristin e das outras, o impacto foi quase nenhum, pelo menos no imediato e até ver.

Ainda bem. Agora que temos finalmente um horizonte de mais três anos e meio sem eleições, era só o que nos faltava que nos precipitassem para nova ida às urnas, para mais um referendo sobre as regiões, quando não há mapa que resista às idiossincrasias das populações.

Portugal é um país demasiado pequeno para necessitar de mais uma estrutura intermédia entre o poder central e o poder local.

As Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), cujos poderes e competências foram progressiva e encapotadamente reforçados ao longo dos 8 anos de Governos de António Costa, são a melhor prova de que a regionalização não serve os interesses das populações.

Não funcionam. Só aumentam a burocracia e os custos da máquina do Estado. Além de que em muito pouco contribuiram para a coesão territorial e para o........

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