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Fahrenheit 451 em Portugal

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22.07.2026

O desamor ao saber, o erigir da preguiça em métrica do sucesso e a delegação do pensamento nas placas de silício condena a humanidade a uma nova servidão, sem novidade quanto à luta de classes, porque subsistem os exploradores da inteligência artificial e os explorados por ela. Mesmo quando todos tenham acesso à inteligência artificial, haverá os que a controlam, desenvolvem e comercializam e os que se limitam a utilizar o modelo que conseguem pagar, inferior, em qualidade e resultados, aos modelos mais caros. E se o controlador da IA deixar, a curto prazo, de ser humano não será menor a servidão dos humanos utilizadores.

Neste Verão Portugal distingue-se, como sempre, pelo elevado potencial para atingir o sucesso, com e sem bola. Mas, em 2026, estamos, finalmente, na antecâmara de uma verdadeira reforma do Estado. O Ministério........

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