As novas gerações, as novas competições e o desinteresse pelo futebol

Durante décadas ninguém questionou o futebol. O jogo começava e o mundo parava, ou pelo menos parecia. Era como se de um ritual se tratasse, quase sagrado, naquele alinhamento entre o apito inicial e a nossa disponibilidade emocional. Hoje, não. Hoje o jogo começa… e alguém muda de aplicação ou de canal ao fim de sete minutos. Não é falta de qualidade. Nunca houve tantos talentos, tanta ciência, tanto detalhe. Mas há uma espécie de cansaço invisível. Jogos demasiado longos para quem vive em modo scroll. Pausas que quebram mais do que constroem. Estratégias que, sendo brilhantes, se tornam previsíveis para quem procura estímulo constante.

O futebol, sem dar por isso, ficou sério demais para um mundo que já não tem paciência para a solenidade. E depois aparecem coisas como a Kings League, meio espetáculo, meio videojogo, e percebemos que o problema não é o interesse, é o formato. Jogos mais curtos, imprevisibilidade assumida, interação constante. Não é melhor nem pior. É diferente. E,........

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